Archive for November, 2006
Promiscuidade nada mais é do que paciência.
Uma já abre a boca com a lingua para fora. Outra não geme, não emite sons. Outra tem pentelho grande. Outra quer apanhar way too much. Outra é superfêmea. Há ainda, claro, uma que só se concentra em uma coisa - parecer sexy. Há a que esconde que quer muito, a que finge que nunca fez e a que odeia preliminares. Go figure. Tem a que só quer ser desejada, a que se acha uma merda (e não é, believe me) e a que só goza quando é rejeitada. Temos a que come durante o coito, a que come depois, e muito, e a que não come desde 1999. A que é casada, a que tem um namorado gay, a que transa desde os 12 anos e a que nunca pegou ninguém que tenha feito faculdade. Existe uma que sempre senta errado, me doendo o pau. Tem uma que quer sempre me dar presentes e uma que precisa receber. A que me machuca com as unhas, a que me machuca com os dentes, e você, que me machuca com as verdades.
Sem comentários.Gangorra
Quero você sóbria.
Quero você sem medo.
Quero você sem hora.
Quero você agora.
Quero você feliz.
Sorrindo, mordendo.
Gemendo e vivendo.
Livre.
Quero você livre.
Crowdpleaser
E é neste momento que eu deixo, de vez, de ser um agradador compulsivo. Claro que eu nunca fui tão desesperado como as pessoas normalmente são, pois intercalo meus momentos de agradabilidade com espasmos de estupidez e grosserias. Muitas vezes inconscientes, mas elas me mantém longe da estirpe de carentões que tanto desprezo. Mas é hora de mudar. Não quero dizer que foi ruim, ver o sorriso dos que amo faz-me feliz. Mas eu preciso cuidar da minha saúde. Nada mais de me cansar com frígidas, nada mais de trabalhar de graça. Nunca mais ignoro uma caimbra, e não mais sorrio por bobagens. Não mais compro bebidas para os outros nem dou caronas mesmo não tendo carro. Eu respiro, e vejo claramente que poucos merecem, e ainda assim são muitos. Mas é hora de pensar em mim, como todo mundo faz. Não estou arrependido, pelo contrário, tenho orgulho da minha carreira de boa praça. Mas ainda assim. Tenho fé que amanha, eu viverei mais decentemente. E talvez, a minha estupidez aja mais suavemente.
Sem comentários.




