30 dias para o fracasso.

Soube que andas com uma aí que te pôe para baixo, que ri de ti. Que não te dá a atenção que mereces e que te desrespeita constantemente. São poucas as horas do dia agora, mas não acordei cedo – ainda não fui para a cama. Andei lendo sobre homens talentosos e ouvi essa tua história, entre o sibilar das páginas viradas pelos meus dedos curtos e grossos. Alguem me sussurrou. Alguém me disse que tu tens um mês entregue á tua própria sorte para fazê-la perceber que estás definhando. Sorte meu caro, sorte. Um mês pode não parecer nada mas forma hábitos. Conta para ela que sabes de tudo, conta que sabes dos seus complexos, conta que sabes dos seus medos. Conta quais as coisas que tu dissestes e que são inverdades, joga limpo. Meta as fuças dela suas mentiras e verdades, fale das que foram, e fale das que ainda vêm. Eu, teu amigo, te dou um mês. Um mês, depois, não te aborreço mais com cobranças, ok? Mas diga a ela que não mais queres alguém que só observa, mas que não participa.