A experiência maléfica

Há um filme com o Johnny Butter em que se conta a história de um italiano pobre, que passou a vida comendo arroz, e que um belo dia comeu risoto, talvez por caridade de alguém. O sujeito não conseguiu mas suportar a idéia de voltar para o arroz. Assim é a experiência maléfica, onde tentamos algo que sabemos que será insuportavelmente maravilhoso, e que há uma grande chance de não mais conseguirmos viver sem o resultado. Assim são os dois. Ousaram frases românticas, posições selvagens e conversas fantasiosas, sempre com resultados fantásticos. Talvez o pragmatismo dos dois cante que esse sentimento, tão vivo, tão forte, e tão prazeiroso, é o que os mantém e os manterão para sempre unidos, e felizes. Mas a experiência maléfica passa dos limites e sabe que a causa não é a audácia sexual. E os dois não tem qualquer chance de serem felizes sem um ao outro por um outro motivo. Porque o que eles veêm quando fecham os olhos, o que sentem quando desejam, quando almejam, não mais pode ser alcançado sem que os dois se toquem, dizendo com o corpo “estou aqui, vai dar tudo certo”.