A vida é uma eterna sucessão de disapontamentos para quem tenta me mudar.

É essa a camisa, é esse o par de meias. É alto, o som da minha voz, o som da sala, o som da cidade, da rua. É largo o meu peito, são todos meus, todas minhas, mas eu só sou teu. Não me oponho a absolutamente nada que não se oponha aos meus habitos viciantes. Não sou oportunista, mas as vezes oportuno, e sempre, mas sempre importuno quem é pequeno. Não sou desonesto nem com o dinheiro dos outros nem com o que acredito – mas roubo corações sem pensar duas vezes. Sou assim, sou espaçoso pois os meus precisam de conforto. Sou o vilão, sou o que fala, sou o que pensa, sou o que aponta mas não sou o que julga. São esses os meios, são estas as letras. Sou eu.