Cabisbaixo.

Eu ando meio cabisbaixo. Não tenho muito estímulo para sorrir. Eu acho tudo chato, acho todos os pares de mãos mesquinhos e todas as almas corruptas. Vejo as coisas sob um ângulo sinistro, sobretudo às quintas-feiras quando percebo que mais uma semana está a acabar e com ela a tola expectativa de algo mudar. Não vejo mais graça em crianças, visto que não existe mais inocência, nem catarse. Não me animo em conquistas, sei o jogo, se o que vou conseguir, e sei como vão reagir a cada passo que já dei tantas vezes. Nem mesmo os pratos que aprendi a cozinhar ao Mar Mediterrâneo me fazem salivar. Mas as vezes, antes de dormir, o peito ressoa o coração palpitante, e me lembro de como eu quis ser feliz contigo.