Dançarinos todos somos.

Sobre a mesmice que é a vida sem o sofrimento, sem a procura, poucos falam. A energia para a luta que sempre parece finita e no entanto não finda. Que parece fraca e te leva até o fim de tudo, de toda miséria, de todo problema, real ou não. São os gozos e mágoas que cada um tem, são eles. São eles que movem a gente para lá e para cá, numa dança imprevisivel. E única. E quando mais confusa essa dança mais nós reclamamos, e mais dançamos. Eis a dualidade. E eis que chega uma hora, para uns mais tarde, outros bem cedo, em que nos tornamos bons dançarinos, prevemos um passo, evitamos outro, guiamos a parceira ou quem quer que dance com a gente. Claro, nesta dança esquisita sempre há uma mudança repentina e dissonante na musica, e mesmo não conhecendo o DJ sabemos que ele não aceita pedidos. E quando achamos que a nossa coreografia esta afiada, desligam o som. E as luzes.