De pequenino.

Sempre me parece nova, ainda que eu a tenha na minha cabeça pelos últimos 15 anos. Sempre fresca. Sempre interessante. Sempre me faz sorrir, querer cantar. Sempre. Sei o quanto isso é raro, sei o quanto vale. Eu a reservo, para os momentos de alta alegria, ou de raso humor, melancolia. Uso e abuso de mim e da minha inteligencia – ou melhor, da minha paciência – até o ponto em que acho que não mais aguentaria pensar nela. Mas esse ponto nunca chega, e assim eu sigo percebendo coisas novas na mesmíssima forma que me acompanha a tanto tempo. Nuances, detalhes, tons. De pequenino eu aprendi a notar o que passa desapercebido por muitos, e admito, sem modéstia, ser bom nisso. Eis que chega a hora em que eu a trago de volta a minha consciência e percebo – tem sido um sonho.