De volta ao Balneário Surrealista

Volto para onde ignoramos mendigos
Volto para noites que maltratam meus ouvidos,
minha inteligência e minhas glandulas sudoríparas!
E como Prometeu, terei meu fígado dilacerado
noite após noite, não por pássaros,
mas por panteras que me trazem vodka.
Volto para o Balneário Surrealista,
Volto para dias que nunca terminam,
nunca começam e nunca são esquecidos.
E como prometestes, terei meu coração rasgado,
dia após dia, não por amores,
mas pela falta deles.