Deixa sob os cuidados do Sr. Zarustica, por obséquio.

Como um ídolo do rock, ou como um herói de qualquer guerra ingrata, nosso amor morre no início, sem nem ter existido direito, sem ter acabado de fato. Morre com hora marcada, por uma decisão idiota, feita por um covarde, este que vos escreve. O coração deste tolo não comporta mais essas emoções mundanas e joviais que a tua imagem, ou lembrança, comete. Minha mente precisa de espaço e meu pau não aguenta mais tanta pressão sanguínea causada por coisas tão bobas e simples, como ao olhar os teus dedos finos, com unhas que só ficam bem em ti. Posto que és a única que me deixas inseguro, já disse isso antes, e a única que me faz sentir tão bem – e tão mal posteriormente. Sinto demência quando analiso minhas ações contigo, e não tenho como controla-la, senão, afogando a paixão que me faz agir como alguem que não sou. Portanto abandona as tuas expectativas, o teu tesão controlado, e, principalmente, as tuas inseguranças – que tanto me impediram de encontrar a tua verdadeira ternura. Liberta-te delas. Empacota o que te resta de desejo por mim e deixa no meu prédio, o mais rápido possível. Por obséquio.