Escambo.

O que eu preciso fazer para ter as tuas mãos na minha nuca de novo? Foram doces importados – alfajores argentinos, barras suíças e balas da rainha – foram jantares, vídeos, e mais vídeos. Foram beijos roubados, muitos ofegantes. Trilhas sonoras idiossincráticas, e palavras ditas bem baixinho perto do ouvido, contrariando a letra da música, pedindo silêncio. O que eu preciso para vê-la esparramada na minha sala, dona do meu espaço, tentando me seduzir e sendo seduzida, tentando mandar em mim e sendo minha escrava. Gritando, me apertando, me mordendo. Machucando querendo dizer que gosta, reclamando do que te cativa, amando ser diferente. O que eu preciso para te ter aqui, responda e quem sabe, um dia, esse teu fogo apaga. Quem sabe.