Festa a fantasia.

Torno a escrever sobre ti, sem medo de ser desmascarado como fraude artística que sou. Tenho uma fantasia secreta contigo e pretendo, em breve, realiza-la. Nada de cintas, velas, ou praias exóticas. Nada de George Michael, Barry White ou Sade. Sou eu chegando de longe, cansado e ansioso. Carrego uma mochila e puxo uma mala na mão esquerda. Eu te vejo e o meu ímpeto é de gritar, mas me seguro e tu logo meu notas, com teus olhos perfeitos. Eu caminho devagar e deixo a mala escapar dos meus dedos. Tu titubeias, mas vens também, acelerando o passo. Eu continuo firme, pisando forte e chego até você. De novo, me seguro, e não falo nada. Tu entendes e te calas. Minha mão, quente e vermelha por segurar a mala te puxa pelo rosto e antes de mais nada eu te olho bem pertinho nos olhos. É a hora que os dois percebem que não há palavras. Beijo.