Impressões.

  • Sou o único capanga que eu conheço (e mal) que tem ilusões cocktail party ao acordar. Colagens sonoras funcionam como as minhas sinapses. Minha memória é sonora, mais que visual.
  • O meu santo nunca bateu com o dele. Mas o fato é que esse sujeito tem seu talento, e assim eu fui visita-lo. Tomei umas batidas e fiquei contente. Explodi umas coisas e um carro passou. Simples assim.
  • Ruidos indrustriais me soam orgânicos. Um caos completo todo arrumadinho, acho o máximo. Repito a primeira parte. Ruidos indrustriais me soam orgânicos.
  • Segue assim mais pelo tempo do que por qualquer outra relação. Muda o ritmo, mas os timbres da bateria são os mesmos. As vezes acho muito agudo, as vezes não. Beep-beep.
  • Inocência, simplicidade e uma pitada de pureza. Arranjei com bastante boa vontade. Mesmo. Mas soou bobo, acho. Os pássaros ajudaram.
  • O primeiro flerte com o dub. O triangulo se completa, Liverpool, Manchester e… Londres. O coro parece dissonante, talvez seja mesmo. Mas ainda assim fala a verdade.
  • Doctor Who. Humor inglês. Não se leve a sério. Nunca. Are you my mommy? Tardis.
  • Dub 2.0. Mensagens do além, discos ao contrário. Estéreofonia. Domingo de tarde, preguiça, um copo de caipirinha, aguada, o gelo derreteu. Eu na sombra, vendo as crianças pulando na piscina. Olho no espelho e não me vejo mais. Sou casado com uma avó. Quem sou eu mesmo, e pior, onde eu me perdi?
  • Guitarras dão poder, sempre deram, sempre darão. Cyberpunks. Carros rápidos. Sexo de 4 horas, bêbado, meio dormindo, meio broxa.
  • Torura chinesa. Gotas e sintetizadores. Chocalhos e tubas. Jack Bauer. Jack Bauer for president, segundo a Joana.
  • Bad karma. Prostituição. Guerra. Bomba. Miséria. Vergonha. Tensão. Human life is irreplaceable.
  • Bristol. Um bando de selvagens. Não é proposital, mas explicável. Ainda penso nela, é nitido. Não adianta fingir que não e usar bits e bytes para me enganar. Quero voltar a costa dourada.
  • Isso é uma surpresa. Dub com frevo, será que me rendi? Ah… girl. Quem dorme com criança acorda mijado, dizem. Ainda não senti a umidade, mas sempre é hora.
  • Minha internacionalmente famosa massa de pizza. É assim, eu pego, soco, puxo, esparramo, misturo. É como o som. Eu faço o que quero, e acaba que eu me empolgo.
  • Silent night. Drama. A chuva batendo onde quer que eu esteja me lembra sempre solidão, e não pelos motivos óbvios. Faz-me sentir longe de casa, sem carro, sem dinheiro, andando ou pegando um onibus nojento e esperando horas para me deitar e descansar. Ouvi outro dia no onibus, no iPod, e quis chorar.