Io, Emmanuelle

Todo mundo se acha especial. Todo mundo se acha único. O teu comportamento, o meu, o da tua avó e o do Araribóia seguem, todos, parâmetros e condições que o ambiente, a cultura e os instintos de sobrevivência tendenciaram. Mas esse não é um texto antropológico. Todo mundo acha que sofreu demais. Todo mundo acha que ama como ninguém nunca antes amou. Todos pensam que tem algo a mais, a mostrar, a dar. E querem, claro, receber uma coisa única e especial de uma única pessoa, ás vezes duas. Todo mundo pode mas o mundo não lhe dá a chance. Todo mundo se defende, todos querem ser melhores. Pois bem. Emmanuelle, Emmanuelle mesmo só tem a parte I. As continuações, quaisquer, são tolas e sem graça. Arte mesmo, só no primeiro. Sexo tem em todos.