Jujubas milenares.

Eu tento manter o teu lado infantil, que tanto me fascina, vivo, de várias formas. Essa terceira personalidade, depois da alta executiva e da amante mais fogosa que um homem pode ter. Essa criança que foge com os olhos por timidez das coisas mais triviais, sorrindo e admitindo vergonha. É o cachorro que te trouxe do interior do país, numa tarde chuvosa e que sujou nosso sofá no seu primeiro minuto em casa. Ou o armário em forma de sarcófago egípcio que temos na sala, repleto de balas, revistas e dvds de comédias romanticas. São essas pequenas coisas que eu apoio só pelo prazer de ver o brilho nos teus olhos lindos. Só pelo prazer de ver os teus dentes me ofuscando de tão brancos e grandes… As vezes eu misturo as coisas, te ligo numa reunião dizendo o que farei contigo a noite, ou trago jujubas milenares para a nossa cama, e te ofereço enquanto te chupo violentamente. Eu nunca vou precisar de outra mulher pois tenho todas em uma. E tu nunca vais precisar de outro homem, uma vez que nunca vais me entender por completo.