Nem te conto.

Contando o mar de lágrimas que te fiz chorar, as dores no peito, e os teus medos infundados… contando as horas para me esquecer… contando a todos que ainda te faço falta… nada basta o desespero, nada aquieta o teu pulso. Do lado de cá é o mesmo. Nada, nem a tua foto, nem a ausência de uma… nem o teu endereço novo, amasssado num papel, num bolso de uma calça que nunca vou lavar… nem o desejo de correr, de te ligar fingindo que não sou teu, de gritar e de chorar como se não houvesse mais nada a fazer. Nem a carta manchada de lágrimas, nem o bilhete rasgado, nem masturbações sentimentais, nada. Dentro de toda essa história, não há mais nada a fazer senão te encontrar e te dizer que a verdade é dura demais para qualquer ser humano. Não há realmente mais nada a fazer, senão te ter de novo, nos meus braços, e para sempre.