Only blind people love me.

Sei que sou, mas odeio. Não luto contra, mas odeio ser esse monstro. Odeio ser tão destoante de todos a minha volta. Odeio causar diferença, odeio ser lembrado. Odeio ter dignidade, personalidade e profundidade. Não gosto de ser único, odeio que me digam que sou uma figura. Queria ser mais um. Um na multidão, um descartável – pois no fundo é o que sou. Odeio saber do que acontece a minha volta, mesmo quando não estou presente, ou quando não sou informado. Odeio saber demais, perceber demais e principalmente sentir demais. Mas o que eu realmente detesto é saber que para alguém gostar de mim, de jeito que mereço, é preciso ser cego. É preciso ignorar os fatos. Ninguém quer ser feliz, e eu só sofro por tentar.