Perco sempre.

Não te quero.
Não te curto, não te admiro.
Uso-te, pois sei que me excitas.
Uso-te porque sei que queres ser usada, e não há nada de mal nisso.
Uso-te do jeito que quero, sem frescuras, sem condolências, sem remorços.
Não penso em ti quando ouço um acorde menor.
Não te desejo quando me visito, sozinho.
Não me fazes falta, e talvez eu não precise mais de ti.
Nem quando o meu ego inflas,
nem quando o meu corpo molhas,
nem quando as minhas horas matas.
Nada em ti me cativa, mas tuas curvas me agradam…
[...por hora]
Canso de ver várias de ti entrando e voltando.
Querendo ser minha, querendo me ter.
Mas pedes pela mentira, que sei tão bem contar.
Suplicas pela idéia imaculada, e tão frágil, de que há alguma chance.
Não pensas duas vezes, crês mesmo sem fé.
Eu te uso, tu queres ser usada.
Fazes-me mentir, e não quero ser mentiroso.