Pesadelos agradáveis.

Sinto-me um idiota sempre que acordo depois de sonhar contigo. Sempre acredito que voltaste a sorrir, sempre acredito que voltaste para mim. Sinto-me o pior dos medíocres, uma besta, uma porta, que cai dia após dia no mesmo conto, na mesma lorota, contada pela maior piadista do mundo, minha consciência. Duvido das minhas faculdades mentais por ainda passar por isso, e, quase que como uma âncora pesada, estes pesadelos, tão agradáveis, acabam com qualquer possibilidade de estímulo vital. Desisto muito fácil das coisas, das pessoas, e por fim da vida, porque sei, que sou um tolo, sem intelecto, que, quase toda noite, acredita que tu voltaste a sorrir para mim.