¿Como estás, señorita Celeste?

A minha avó me ensinou muito. Ela nunca deixou que eu percebesse que ela estava me ensinando, mas ensinou. Quando ela se foi eu não estava em casa. Não soube, não me despedi. Penso nela todo dia, e sempre que eu preciso de alguma coisa tenho a impressão de sentir o cheiro dela, me abraçando e me guiando. Ela se foi e por meses eu sentia um impulso de perguntar a minha tia, sua irmã, como estava a minha avó. Uma vez a frase começou a ser dita, e eu lacrimejei secretamente. Eu não esquecia que ela tinha morrido, apenas achava que a minha tia podia responder. Agora ela vai poder – mas eu não tenho a quem perguntar como vão as duas.