Referências idiossincráticas.

É um sujeito na janela do teu quarto segurando um boom-box sobre a cabeça tocando uma musica do Phil Collins. Outro dia, vendo o Lost, eu percebi que o Hurley, além do óbvio apreço por pan pizzas de pepperoni, tem outra afinidade comigo – ele vi Say Anything. Pois eu estive na janela do teu quarto, jogando pedras, batendo com uma vara longa, bebendo, me perdendo. Eu estive lá por tantas vezes, ouvindo música havaiana tocada por um surdo do interior da Austrália no meu iPod. Muitas vezes só observando, como um fantasma. Eu já pisquei para a janela do teu quarto, assim como no foley de Botafogo. Poucas vezes tu notaste a vara a arranhar o teu vidro, poucas vezes me deixaste entrar. Pouquíssimas vezes entrei. Mas ainda guardo com carinho as horas em que fiquei na janela do teu quarto.
Como tu pudeste me perder?