Regret.

Saio do banheiro do boteco classudo que costumava ser 24 horas, mas que agora fecha às 2h. Que decadência, eu acho. Lavo as mãos e me chama a atenção um daqueles mostruários de cartões gratuitos. Eu pego um meio transparente, verde, de uma cerveja. Olho o plástico e leio “arrependa-se do que você não fez”. Houve vários dias da minha vida em que acordei, ainda tonto, numa cama enorme e disse a mim mesmo, vociferando; “Ainda bem que eu não fiz aquilo”. Nunca me arrependi do que não fiz, ao contrário, sempre me orgulhei quando consegui vencer a liberdade que o alcool me dá para dizer o que eu realmente sinto, e cometer as idéias insanas que passam pela minha cabeça. Logo pensei no inverso, ou melhor, na outra opção… arrepender-se do que se tenha feito e cheguei a seguinte conclusão: o pessoal da comunicação da Heineken precisa saber que eu existo e assim parar de falar bobagem.