Ruído e pausa.

Há coisas sobre nós que não podemos falar. Não ousamos. Sobre nós dois e sobre nós mesmos. Para outros, para nós… Há rituais, ritmos e represálias. Não há o toque mas há uma língua. Escrevemos em códigos que só nós dois deciframos, ás vezes nem isso. Escrevemos porque precisamos, com um aperto no peito e um alívio entre as pernas. Há dúvidas e há certezas. Há ruído. Há a pausa. Mas como nem tudo é imperfeito, há também a electricidade. Há coisas que não podemos falar. Mas não há nada que não podemos ouvir.