Sempre minha.

São todos os dias que passei sem saber o que é ter o teu carinho que me dizem todo segundo que tu és a única mulher para mim. São todas as outras que já tive, amontoadas em um canto do meu sotão, sem utilidade, sem graça nenhuma, sabendo que não serão revisitadas – nem mesmo na noite que eu te perder. São todas as lágrimas que me fizestes chorar quando pouco me amavas, ou quando pouco me mostravas. São todas as noites que te tive, em sonho ou nos meus braços, sempre em gozo, sempre únicas, sempre minha. São todas essas coisas, pequenas ou não, que me fazem morrer aos poucos cada vez que sinto que te perdi.