Shanna Tová!

É um bom ano mesmo. São múltiplas mensagens, e-mails, contatos, ligações e ereções. Sou eu encantado por tê-la na minha vida de vez, dominando toda e qualquer hora que as nossas vidas nos deixam. Sou eu em jejum para perder um pouco de barriga, e rezando por 25 horas para que ela chegue, tranqüila e feliz – como o Yom Kippur, que por sorte vem cheio de graças. Às vezes eu penso em quanto tempo eu perdi, e em quantos anos eu poderia ter gritado aos berros Shanna Tová, mas no fundo eu sei que esse hiato foi preciso. No fundo eu lembro que eu sussurrava bem baixinho, numa espécie de lembrete pessoal, para eu me convencer que um dia eu a teria de vez.