Siga-me.

Eu mando fotos. Eu me exponho a toda hora. Eu digo o que penso, grito as vezes. Eu ligo. Eu escrevo em sitio da rede, mando mensagens eletrônicas e deixo recados em fóruns digitais. Mas acontece que eu não compartilho dessa egolatria generalizada que todos parecem ter. Eu queria muito que você entendesse que eu não faço isso por atenção. Eu não poso para as fotos que mando, mas são minhas afinal. Não sei se o que eu penso, ou escrevo, merece destaque – seja aqui ou em um texto de 140 letras. Eu não acho que as minhas raízes e minhas historias pessoas possam ser chamadas de conteúdo. Nada disso. Eu não quero ser amado por tantos, com seguidores e amigos virtuais. Eu espalho a minha alma por aí para ver se o graveto pega fogo. Eu me exibo sem orgulho, sem classe. Eu não procuro ser amado. O que eu queria mesmo era ser compreendido.