Sobre o merecimento.

Perdoem-me os leitores se a carga emocional e etílica influi neste texto. Acabo de por no Moritz o Fine Time canadense, de envelope, que não tinha na época em que escrevi sobre este mesmo assunto, fazem quatro anos. Ouço Fine Line, a versão instrumental e lembro da letra que cantei para ela, na cama, enquanto ela insistia em ignorar minhas declarações e abusar do meus beijos. Beijos que, digo para quem quiser ler, nunca foram tão preciosos… Hey lady… cantarolo a canção que ouvi pela primeira vez quando ela tinha 4 anos de idade e nem sabia que ia ser minha. Pois, é. Seguro-me na tentação de abusar do meu corpo minutos depois dela ter ido. Se você, que lê esse desabafo adolescente, percebe a grandeza da noite que eu acabei de ter, com uma mulher que me acusava de mentiroso a cada verdade que eu contava, saiba: foi incrível, como sempre. Detalhes não serão divulgados, nem aqui, nem no Diagonal. Mas o fato é que pela primeira vez eu acho que vou vê-la outra vez antes de dois meses. Ninguem mais, é fato, mas ela, hei de ver. Hoje cedo, uma de vocês, minhas confidentes, me desejou sorte, seguido de um ‘tomara que ela mereça esse amor todo’. Pois bem, finda a noite e eu sei da resposta. Não merece.

Merece mais.

Se você quer ler o tal assunto… a senha é chuchu. Mas digo logo, é um texto pesado.