Sobre os teus ombros.

São parcos detalhes que me fazem te querer. As curvas do teu ombro, tão pálido, e assim, tão atraente. Dá-me ganas de morder, sem alô, sem olá, o teu pescoço longilíneo. Tão longe e tão presente, tu és aquela que eu tento conquistar. É a hora de pensar realmente o que eu tenho à minha volta e porque tu não estás aqui. Sou eu sozinho a olhar o que tens para me oferecer, e às vezes, sorrir com as tuas frases espetaculares. Sou eu, mesmo acompanhado, pensando no dia que eu vou ter a sorte de te ver ao vivo, e de apertar as tuas mãos, assim como me aperta o peito cada novidade que tenho sobre ti. Tão dedicada és com o que fazes que me maltratas, não tendo tempo para os meus devaneios, e talvez por isso eu queira tanto, um dia repousar nos teus ombros minhas mãos e meus medos.