Sóbrio.

Nunca ousei pegar na tua mão sóbrio.
Faço de mim tolo sempre que te vejo
ou que percebo que não te esqueci.
E abuso de quem não presta
mesmo sabendo que isso não é nobre
ou justo. Sonho toda noite com o beijo
perfeito que tenho guardado para ti.
Não sei mas o que me resta.
Não sei o que o futuro encobre…
E sempre, sempre lacrimejo
quando lembro do que eu vi
olhando por aquela fresta.