Song To Say Goodbye

O que não adianta é ficar pensando no porquê não. O porquê não a gente sabe. Mas eu me pego, e sei que vou me pegar por muito tempo, pensando no porquê de ter acontecido. No porquê de duas pessoas que nasceram para se ter não conseguem ficar juntas. Vamos, alguém tem de se identificar! Não é possível que a história mais repetida do mundo não comova a leitora. O que me surpreende é o fato de eu conseguir ver e entender a imaturidade de ambas as partes. E eu te digo o porquê da imaturidade, pois esse porquê eu sei. Porque maturidade vem de experiência e a gente não encontra tantas cara-metade assim na vida. Aliás, se encontrássemos, acho que seria uma boa idéia mudarmos o nome para cara-terço, ou cara-quarto. Cara-n, para os superficiais. Então os dois fazem bobagens, falam bobagens. Titubeiam, erram. É natural, ainda mais quando se é inexperiente. A gente sai de casa pensando em tudo que pode dar errado. E se o pneu furar – eu tenho estepe – e se me assaltarem – tenho seguro no cartão, eu não reajo – e se eu precisar voltar para a casa correndo – eu pego um taxi, et cetera, et cetera, et cetera. Ninguém sai de casa pensando em como agir se encontrar a alma gêmea. Pensando bem ninguém sai de casa pensando no que fazer se algo de bom acontecer. Como reagir. Se eu fui um promíscuo era porque eu estava te procurando, e agora que eu achei eu não preciso mais dessa máscara. Se eu traí para te ter, eu estava sendo muito, mas muito fiel a mim mesmo, ao que eu queria e a como minha alma se sentia plena quando estava contigo. Não adianta a freguesa ficar lendo as minhas linhas e tentar se achar aqui, aviso, não vai. Se tu és a que me mata e me cura, não estás em texto, nem em fotos. Estás na dor.