Sou eu pelado numa ilha grega.

Eu me canso de me perguntar o que fazem as pessoas se moverem, acordarem, saírem pelas ruas. Todos parecem gastar o tempo que passam sozinhos elaborando o que vão dizer em grupo, ou a dois. Uma única amiga minha assumiu que ensaia no espelho do seu banheiro, todo o texto que vai vomitar nos que tentam conversar com ela. Mas, felizmente talvez, ela não fala mais comigo. Assusto-me com a eterna insatisfação que cada um tem consigo mesmo. Hora querem falar inglês com um tal sotaque porquê acham mais bonito, hora querem beber champanha, hora querem copular com as pessoas menos qualificadas da humanidade. Não me faz a cabeça viver em função do que o outro vai interpretar, porque, numa boa, eles sempre vão puxar para o pior e sinceramente, não me importa. Sinceramente da época que isso valia alguma coisa, não estou usando a palavra como vírgula. Eu sei que como sempre estou errado, e parecer errado é cool, mas estar equivocado de verdade não.  Nem Papas sodomistas aceitam ou perdoam. O que eu preciso mesmo, acho que ia ajudar, é do isolamento total, numa ilha na grécia que tenha um código postal e um computador para eu continuar me masturbando com coisas que só eu gosto pelo ebay. Acho que umas cabras que me dessem leite e queijo e um venda local onde eu pudesse compra cerveja seriam suficientes para a minha sobrevivência. Não nego visitas, desde que sejam breves e nuas.