The more I ignore you, the closer you get.

Eu tenho agido como um idiota. Eu sou um idiota, mas sempre escondi muito bem. Eu tenho feito coisas que sempre condenei, eu tenho mentido. Tenho me aproveitado dos outros, tenho seguido por caminhos que sei que não têm saída. Tenho me endividado para ser feliz. Tenho ignorado, não só a ti, como também os meus sentimentos que são, digamos, tão destrutivos. Eu acordo com uma vontade enorme de mudar tudo, mas só o que consigo é parar de comer biscoitos com Nutella. A tua sombra que cisma de ficar em cima do que entendo por paz, aumenta a cada dia que eu te relevo. A tua boca, que sei que visita outros, hoje, e sempre, não me causa mais frisson – ao contrário… causa medo, e dispersão. Sinto odores estranhos nos talheres da minha casa, no mobiliário e nas louças de Paris, que tantas vezes tu usaste. Sinto desprezo pelas pessoas a minha volta que me dizem sempre o mesmo de ti. Cansei um pouco do óbvio – até aí nada novo. Eu tenho agido como um tolo apaixonado, com um décimo da minha experiência, com um quinto da minha idade. Eu tenho agido de tal forma, que mais do que nunca, te abrigo no peito – mas agora clandestinamente.